quinta-feira, 31 de março de 2011

Caminho da Luz reativa antiga rota dos índios na Galiléia e Boa Vista

*Desde que o Caminho da Luz surgiu em 2001, o principal objetivo do idealizador do Caminho, Albino Neves, tem sido o de resgatar com o máximo de autenticidade a rota percorrida pelos índios, que há mais de 300 anos peregrinavam por essas terras em direção ao Pico da Bandeira, a Montanha Sagrada do Brasil.
O Caminho da Luz, o Caminho do Brasil tem início na base da Cachoeira de Tombos e passa por Catuné, Água Santa, Pedra Dourada, Faria Lemos, Carangola, Caiana, Espera Feliz, Caparaó e Alto Caparaó até chegar ao Pico da Bandeira dentro do Parque Nacional do Caparaó. Reconhecido como Patrimônio Cultural de Minas Gerais através da Lei número 18.086/09 a rota é traçada sobre o caminho dos índios, tropeiros e aventureiros, sendo que o trecho mais antigo é aquele percorrido pelos povos primitivos do Brasil.
Em busca do caminho original dos índios, a Associação Brasileira dos Amigos do Caminho da Luz - ABRALUZ, vinha já há alguns anos fazendo levantamentos paralelos na encosta da cordilheira do Caparaó, descobrindo que os índios passavam pelas comunidades da Galiléia e Boa Vista, ambas no Município de Caparaó. Na Galiléia, inclusive, existe uma montanha que é conhecida como Altar dos Índios, local onde os primeiros habitantes da "terra brasilis" costumavam fazer rituais de preparação para seguir em direção à Montanha Sagrada, onde iam adorar o Deus Ruda, o Deus da Criação, segundo informou o indigenista Itatuitim Ruas, que mantém contato com índios de todo Brasil.
No final do ano de 2009, após confirmada a passagem e a presença dos índios pela Galiléia e pela Boa Vista, a ABRALUZ conseguiu junto à ADESPi que a rota fosse sinalizada dentro do projeto de sinalização aprovado no Fórum da Mesoregião do Itabapoana e patrocinado pelo Ministério da Integração Nacional. Desde então, depois do Pontilhão de Ferro de acesso ao Caparaó existe uma sinalização indicando a rota dos índios, dando dessa forma opção para os caminhantes, ciclistas e cavaleiros da Luz passarem por Caparaó ou pela Galiléia.
Para o Presidente da ABRALUZ, Albino Neves, resgatar a antiga rota dos índios na Galiléia e Boa Vista representa reforçar o Caminho da Luz, o Caminho da Luz como Patrimônio Cultural de Minas Gerais, reconhecimento feito através da indicação e aprovação de Projeto Lei apresentado pelo Deputado Durval Ângelo.

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